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[Análise] Alone in the Dark - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em quarta-feira, 28 de abril de 2010 0 comentários

Well, aqui estou de novo, dessa vez pra escrever alguma coisa que faça sentido. Como já disse em posts anteriores, as análises feitas aqui no blog tem como base unicamente a minha pequena experiência gamer. Caso queira reclamar, sugerir, discutir ou xingar a mãe, sinta-se a vontade, mas não use a minha inexperiência como desculpa, pois já avisei com antecedência. Ditos os fatos, vamos ao texto:

Capa retirada do site Gamerankings.com

Bem, eu gosto muito de games do estilo Survival Horror, que comecei a jogar com 12 anos, a primeira vez que peguei Resident Evil 3. E quem é um pouco informado sobre o gênero sabe que Alone in the Dark foi o jogo que "inaugurou" o gênero. Com o personagem principal Edward Carnby (meu chará), o jogo recebeu ótimas críticas para a época (1992, pra ser mais exato), e lançou a moda, seguida por RE e SH, entre outros. O grande sucesso veio com o terceiro jogo, AitD: The New Nightmare, com a possibilidade de escolher dois personagens distintos, gráficos e sons melhorados e uma ótima história, cheia de suspense.

Com esse histórico, não pensei duas vezes antes de buscar esse Alone; mas infelizmente, houve uma espetacular queda na qualidade do jogo. A engine Havok parece ter sido mal-aplicada, como se fosse um jogo feito às pressas para cumprir um cronograma (como o personagem caindo, e simplesmente atravessando o chão e vendo o cenário se afastar, enquanto segue numa velocidade incrível em direção a nada...). Algumas coisas ficaram muito bacanas, como poder apagar o fogo com o extintor de incêncio, arrombar portas com objetos pesados, fazer um carro funcionar com ligação direta ou criar um molotov com uma garrafa e um isqueiro. Mas no geral, a física é um pouco fraca, pricipalmente nos combates, onde é quase impossível vencer sem armas de fogo. O jogo conta com alguns mini-games, mas o mais visível (e irritante) é um de corrida, onde você controla um carro com físicas horríveis e tem que fugir de alguma coisa que você não sabe o que é. Depois de tentar mil vezes, você aprende todos os obstáculos pelo caminho, e apesar de não guiar muito bem, consegue passar para o próximo capítulo. No entanto, os efeitos de iluminação (e da falta dela, em alguns momentos), ficaram perto da perfeição, recriando um ambiente que merece ser chamado de Sozinho no Escuro.

Alone in the Dark tem a pretensão de ser um jogo "DVD-like" ou seja, se você travar numa parte, pode simplesmente ir no menu e escolher a próxima cena. Enquanto que esse sistema é bacana, principalmente quando você não consegue adivinhar o que deve fazer (e pode acreditar, haverão muitos momentos de pura adivinhação no jogo.), ele tira um pouco daquele sentimento de "passar de fase", o que deixa o jogo muito fácil (tanto que se você quiser "spoilar", pode começar o jogo da última cena).

Os personagens são pouco carismáticos, e a ação ocorre bem "de repente", com personagens sendo introduzidos sem muita lógica na história, como tapa-buracos, e outros que conforme perdem importância são simplesmente descartados (aka assassinados). Por alguns momentos até nos esquecemos da existência de certos personagens, até que, sem razão aparente, eles voltam. (Ainda hoje tento descobrir o que aconteceu com os mafiosos que me seguiram um capítulo inteiro...). A desculpa para a falta de habilidade de Edward é que ele enfrentou um demônio e então perdeu a memória. Durante vários momentos no jogo, fala-se sobre quem seria Edward na realidade, mas até o final do jogo, só foram feitas suposições e filosofias. Já os outros personagens, pouco se sabe sobre eles.

Já a parte musical, não se destaca como ótima trilha sonora, mas também não atrapalha. Apenas uma trilha mediana. Os sons estão na média, não fazendo mais do que o trabalho devido. Um coral de fundo participa nos momentos de tensão, principalmente perto do fim do jogo, aí sim, ajudando a dar um "tchan" no jogo.

Resumindo: AitD é um jogo mediano. Compre e jogue a seu próprio risco. Se você é fã, recomendo que empreste/alugue o jogo.

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