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[Análise] Resident Evil 4 - Ps2

Postado por Eduardo Botelho Em segunda-feira, 3 de maio de 2010 0 comentários

Já que eu estive falando no meu último post dia 28/04/10 sobre Alone in the Dark, pensei em continuar falando sobre Survival Horror, e se o último me decepcionou, agora vou falar sobre um jogo que me surpreendeu. Se tinha boas expectativas sobre esse jogo, ele superou tudo o que eu imaginava...


Aviso: A seção contém fatos pessoais. Você pode ler para conhecer a vida do autor da análise, ou pular para a parte interessante...

O primeiro Survival que eu joguei foi RE3. Foi bacana para ver como são esses jogos (e viciar neles...). Mas a minha experiência foi pobre, ainda não tinha aquele "tchan" pra jogar aquilo, e era muito novo. Depois de alguns anos, eu e meu primo jogamos Silent Hill, e com 7:30 conseguimos terminar o nosso primeiro survival, com o final bom e tudo. A partir daí, joguei RE, RE2 (dual shock), RE3, AitD e a série SH (quase todos os jogos). Quando vi RE4, pensei: a franquia não é tão boa como SH (minha opinião...) mas eu gosto do jogo. Vamos experimentar...

Acaba a seção pessoal....

A primeira coisa que notei foi, logo na capa, o personagem principal Leon. Pra quem não sabe, RE costuma invocar personagens antigos nos jogos novos (a saber, Jill de RE é personagem principal de RE3, Leon de RE2 volta em RE4, Chris de RE volta em RE5, e Claire de RE2 em Code:Veronica). A segunda coisa que notei é que esse Leon não é o mesmo de antes. Se em RE2, ele era um policial novato, agora ele é um agente secreto sobre ordens diretas do presidente. Isso é fácil de notar pelas CG's de tirar o fôlego, onde ele luta mais que o Jackie Chan, dá mortal, pirueta, voadora, salta de alturas insanas e chega ao final do jogo sem um arranhão, ao melhor estilo Chuck Norris. Claro que é brincadeira, porque ele apanha muito sim (principalmente na hora em que ele está se achando demais, batendo em todo mundo, e um chefão para ele com apenas uma mão...).

A primeira mudança relevante do jogo é que mudou-se o sistema de câmera. Se antes as câmeras eram fixas devido às limitações de console, agora com os poderosos Wii/Ps2 e outros, isso não é problema. O jogo usa uma câmera em 3ª pessoa com perspectiva acima do ombro, dando visão perfeita do que vem pela frente, e facilmente podendo virar para ver o que está atrás. O combate continua "aperte um botão para mirar e ação para atirar" mas agora você mira como num game shooter, e nada de mira manual... Munição não será problema, pois cada inimigo morto deixa dinheiro, itens e munição. Mesmo se acabarem todas as balas, Leon carrega uma faca, e pode usar o ambiente a seu favor. Mas com a introdução de novas armas, como rifles sniper e granadas de mão, acho que vai ser difícil ter necessidade de correr.

Como um agente "evoluído", agora ele pode também chutar zumbis. Pode não parecer muita coisa, mas chute um zumbi para armadilhas, como minas explosivas, e game over pra ele! Como Leon, os zumbis também estão evoluídos, portando desde facões e machados (que usam no corpo a corpo, mas podem arremessar) até balistas de fogo, serras-elétricas e granadas (e um zumbi enorme que eu apelidei de Rambo, com uma Gatling Gun maior que seu personagem). Sim, aqui eles pensam. Os primeiros zumbis podem ser meio burrinhos, atirando nos próprios parceiros, mas depois você vai vê-los cooperando para uma causa maior. Certos inimigos tem um ataque do tipo 1-Hit K.O. como o carinha da serra-elétrica.

O som ficou incrível. Os zumbis xingam em espanhol. Isso tira a surpresa e o susto às vezes, mas piora a sua situação quando você esta num cenário labiríntico e ele simplesmente dá um grito, e você não sabe de onde ele veio até que um machado acerte suas costas. A dublagem dos personagens principais e vilões ficou muito boa, e as vozes se encaixaram muito bem.

Os gráficos dispensam comentários. Desde a movimentação dos personagens, efeitos de iluminação, até a atenção a pequenos detalhes, que provavelmente passariam despercebidos, como movimentos de cabelo, roupas, e penas que voam quando você mata aves. Sem contar as CG's, muito perto da realidade (e, creio eu, do limite do console)

Talvez, a maior mancada tenha sido a repetitividade na história. A missão primária é resgatar a filha do presidente dos E.U.A., Ashley Graham, sequestrada por "terroristas espanhóis". Na verdade, em menos de 10% do jogo, você vai conseguir cumprir seu objetivo. O problema é que sempre aparece um chefe que coloca Leon inconsciente e leva a garota de novo. Não se preocupe, você ainda vai salvá-la novamente (pelo menos umas seis vezes) antes de finalizar o jogo. Claro que não dá pra jogar todo o jogo no lixo por causa disso, já que cada vez que você perde Ashley, ela é escondida num lugar mais secreto (forçando você a adentrar na base inimiga e descobrir os podres deles, até que você descobre que quem está por trás de tudo isso é ninguém menos que [SPOILER]. Haha, vocês acharam mesmo que eu ia falar quem era...). Também há outras coisas interessantes que ocorem paralelamente à missão, como um novo amigo hispânico, um antigo inimigo da época do treinamento governamental, e uma paixão ainda mais antiga, sem falar num vilão paranóico e seus capangas.

Pra finalizar, RE4 também tem uma boa re-jogabilidade, com novos modos de jogo, como Separate Ways, onde você joga a história normal como [SPOILER], apresentando um modo de vista novo para os acontecimentos do jogo; outro modo onde essa mesma personagem deve coletar as amostras do maldito vírus; e o clássico The Mercenaries, onde você começa com Leon e habilita novos cenários/personagens, dependendo de sua pontuação. Você pode reiniciar o jogo com novas roupas para Leon e Ashley.

Enfim, RE4 não é o maior jogo da história, nem do Ps2, mas com certeza é um jogo obrigatório. Boa jogabilidade, sons e gráfico fazem desse jogo um dos Top-10 para o console.

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