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[Análise] Silent Hill: Origins - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em sexta-feira, 28 de maio de 2010 0 comentários

Tudo bem pessoal? Hoje eu vou fazer uma análise de mais um jogo da série Silent Hill. O jogo da vez será o Silent Hill: Origins (ou Silent Hill Ø / Zero), que conta uma história muito anterior à do primeiro jogo.

 
como de costume, Gamerankings.com

A história de SH:Ø começa com uma conversa de rádio-amador entre um desconhecido qualquer e nosso protagonista, Travis Grady, um caminhoneiro. Travis diz que se atrasou para uma entrega, e vai ter que pegar um atalho... via Silent Hill.

Ao chegar na cidade, Travis atropela uma moça na estrada, da mesma forma que Harry em SH1. Ele para o caminhão para socorrer a vítima, mas não encontra ninguém. Quando vai voltar para seu veículo, ele vê no espelho retrovisor uma garota de aparência fantasmagórica, com a mesma roupa de Cheryl no primeiro jogo, mas quando se vira, não vê ninguém. Amedrontado, ele foge para dentro da cidade de Silent Hill, e vê uma casa incendiada, de onde se podem ouvir gritos de socorro. Não havendo ninguém nas proximidades para ajudar, ele resolve entrar e salvar a vítima. Lá dentro ele encontra uma garotinha totalmente carbonizada, mas ainda viva (!!!) sobre um círculo de ritual, e salva a garota. Quando ele sai da casa, perde a consciência por ter inalado muita fumaça.

Quando acorda, está deitado num assento no meio da cidade, e decide procurar a garotinha para saber se ainda conseguiu sobreviver, e qual é o estado de saúde dela. Assim, ele se dirige para Alchemilla Hospital, que é onde o pesadelo irá começar...

A história anterior à de Harry já é conhecida por grande parte dos fãs de SH. O sofrimento de Alessa, pormenores d'O Culto, o passado de Lisa Garland e Michael Kaufmann. Mas o fato de poder jogar, quase vivenciar essas situações, foi o grande charme desse jogo. Não bastasse isso, junto com as explicações de fatos mais antigos, temos uma história completamente nova, já que o enredo do Origins é mais voltado para Travis e seus demônios interiores do que para a história de Alessa/Cheryl em si. Às vezes, a procura pela garota parece apenas uma desculpa para explorar a cidade, e enfrentar o próprio passado. Mas ainda assim é bom ver essa mistura de personagens novos, como os pais de Travis, com os antigos, como Dahlia.



A jogabilidade veio bem alterada com relação aos três primeiros jogos da série, se aproximando mais do The Room, tirando a volta do inventário ilimitado. Os controles são 2D, pois é melhor para um console portátil (lembrando que esse SH foi lançado para PSP e depois adaptado para PS2). Travis é bem fácil de ser controlado. Outra mudança foi no sistema de energia do personagem. Novamente não há indicadores de energia, mas caso a situação fique crítica, a tela começará a ficar com bordas vermelhas, um som de batimentos cardíacos acelerados e o controle vibra no ritmo dos batimentos (quando estiver quase morrendo, o controle irá dançar na sua mão...). Mas sem dúvida as duas maiores (e melhores) alterações foram no sistema de combate e o Mundo Alternativo.

O jogo agora é mais voltado para a ação. Ainda há muitos puzzles bacanas, que fazem o jogador pensar, anotar um monte de coisas no papel, e causam a frustração de ter que ir e voltar a um dado lugar várias vezes. Mas com o novo sistema de batalha, mais dinâmico, o jogo ficou um pouco mais divertido, não sendo necessário economizar tanto. Travis encontrará vários objetos, desde canivetes e pedaços de madeira até torradeiras e televisões portáteis, e poderá usar tudo isso como armas. Embora sejam muitas, todas elas são quebráveis, o que ajuda na tensão de se lutar contra um inimigo forte e a arma fica inutilizável. Essas armas são divididas em três seções: Armas de mão (combate corpo-a-corpo), Armas de fogo e Arremessáveis. Estas últimas são as mais fortes, mas só podem ser usadas uma única vez. Travis irá arremessá-las no inimigo, quebrando a arma (TV, Garrafas, etc.). Caso todas as suas armas se quebrem, e sua munição se acabe, não há problema, pois como todo bom caminhoneiro deve saber se defender sozinho, Grady pode "sair na mão" contra os inimigos, dando um combo de socos.

Já quanto ao Mundo Alternativo, com uma mudança que começou tímidamente com SH4, o herói pode escolher a qual hora ele viaja desra dimensão para a outra. Numa cena no hospital, Travis procura Alessa e chega numa sala com um grande espelho, que tem um reflexo distorcido da mesma sala. Ao se aproximar do espelho, ele vê a garota do outro lado, e quando ela põe a mão no vidro e ele a imita, a tela começa a chiar, como um canal de TV fora de sintonia, e quando reaparece, ele está no Mundo Alternativo. A partir daí, qualquer espelho poderá servir de portal para Travis, entre esse mundo e o outro.

A história, como já foi falado, conta sobre Travis procurando Alessa. Enquanto procura, irá conhecer Lisa, Kaufmann e Dahlia, e aí a história toma um rumo mais pessoal, enfocando o relacionamento dele com seus pais, e outras experiências que ele viveu em Silent Hill. Irá conhecer um novo inimigo assassino, Butcher (ou O Açougueiro), um ser enorme que fatia os próprios monstros sem dó, mas que só aparece às vezes para dar um clima tenso.

O gráfico é bacana, mas devemos lembrar que esta é uma adaptação de um jogo para portátil. Sim, os gráficos foram melhorados, mas não muito. Da mesma forma, o som ajuda a criar tensão, mas não é espetacular; os monstros não tem sons memoráveis e a música é... bem, ela é um pouco estranha...
E temos também a volta dos clássicos Lanterna (elemento gráfico) e Rádio (elemento sonoro), que sumiram em SH4:TR.

Bom, o mais do jogo é isso. Voltamos a ter um joke ending, apenas dois finais sérios, um jogo com mais pancadaria, mas ainda assim, é Silent Hill como os outros, e assim sendo, muito divertido. Suas grandes evoluções são a liberdade de transitar entre os dois mundos (fato que é de importancia não apenas para a progressão do jogo, mas para a história de Travis em si) e os combates melhorados. E sinto dizer-lhes que a matéria especial sobre a série Silent Hill termina no próximo post, com a matéria sobre o Shattered Memories.

SeeYa!

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