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[Análise] Silent Hill - PS

Postado por Eduardo Botelho Em quarta-feira, 12 de maio de 2010 1 comentários

Como prometido, vou começar a escrever sobre essa série incrível, e nada melhor que começar pelo primeiro jogo, não apenas por ser o primeiro, mas também por influenciar grandemente quase todos os outros jogos da série. (exceto SH2, 4 e Homecoming)

retirado do site Gamerankings.com



O jogo conta a história de Harry Mason, um escritor, que viaja de férias com sua filha Cheryl (Só pra esclarecer: Cheryl não é filha biológica de Harry, mas não vou comentar muito esse ponto, senão vou "Spoilar" os outros jogos...). No trajeto, começam a acontecer coisas estranhas: Uma moto policial ultrapassa em alta velocidade; pouco tempo depois, Harry vê a mesma moto caida na estrada, e mais para a frente, vê um vulto de uma moça na estrada. Ao tentar se esquivar, acaba sofrendo um acidente e caindo na cidade de Silent Hill. Quando acorda, percebe que sua filha não está no carro, e sai para procurá-la. Quando encontra, a garotinha parece estar em transe, não ouvindo o chamado de seu pai. Desesperado, Harry corre atrás dela, até chegar a um beco sem saída, onde tudo o que ele encontra são CRIANCINHAS MUTANTES POSSESSAS ARMADAS (bem dramático, não?) e quando ele tenta fugir, percebe que todos os caminhos (inclusive o que ele usou para chegar ali) estão bloqueados... Ele é impiedosamente esfaqueado até perder a consciência.

Logo ele acorda num bar, e descobre que tudo foi um sonho. Junto com ele, está a policial da moto à beira da estrada, Cybil Bennet. Ela explica que a cidade está louca, as pessoas sumiram, e para ajudar, uma neblina eterna cobre a cidade. Ela sai para investigar, dando a Harry uma arma. Quando ele vai sair do bar, um radinho começa a disparar uma espécie de alarme; é então que surge um pterodáctilo deformado. Depois de dar cabo dele, o protagonista deve correr contra o tempo para salvar sua filha.

Misticismo, demonismo, tudo se confunde aqui. O jogo difere dos antecessores Resident Evil e Alone in the Dark por não causar sustos, e sim deixar o jogador com medo. Por isso, recebeu uma classificação um pouco diferente dos já citados, passando a ser o pioneiro no Terror Psicológico. As poucas pessoas humanas que aparecem, não passam confiança. O ambiente é sinistro, porque retrata locais conhecidos de nosso dia-a-dia, como escolas, hospitais e lojas, mas de uma forma distorcida. Inocentes crianças se tornam monstros, enfermeiras viram assassinas, e por todos os lados se vê cadeiras de rodas jogadas pelos cantos.

A história é simplesmente fantástica, com uma porção de reviravoltas. Geralmente o jogo permite que o jogador se sinta seguro e protegido, e de repente BANG! te joga num mundo cheio de criaturas piores que as da cidade comum (Que é a cidade à noite, se tranforma numa outra realidade). Daí o nível de tensão tende a crescer, a ponto de certas vezes no jogo você ficar com medo de prosseguir. A tensão chega ao ápice quando há uma batalha contra um boss e então tudo volta ao "normal". Quando você começa a se acostumar com esse padrão, vem o Mundo Alternativo, onde a cidade flutua, o chão e as paredes são de grade, com luzes vermelhas que fazem pensar em fogo. E sempre você vai correr para achar Cheryl, mas ela foge, como se uma força maior estivesse puxando-a para mais profundo na cidade. E ninguém vê a garota ou sabe informar onde ela está...

O gráfico do jogo não é tão bom, às vezes parece até feito às pressas, mas se encaixou como uma luva no contexto. O ambiente sujo e escuro, extremamente poluído, passa certa tensão. Harry parece um pouco duro em seus movimentos, mas vamos dar um desconto, afinal, ele é um escritor, e não um atleta... Uma parte onde os gráficos do jogo se superam, é na CG de abertura, podendo ser citada como uma das melhores aberturas em CG do PS, junto com a de Soul Edge/Blade e a de Front Mission.

O som colabora o tempo todo para criar o ambiente de tensão, seja pelas músicas horripilantes, ou pela ausência delas em momentos chave. As vozes se encaixam muito bem nos personagens. Os gemidos dos monstros e das enfermeiras sendo fatiadas com uma serra elétrica... e claro a música da CG de abertura é perfeita para esse tipo de jogo.

Os controles fazem sua parte, não te deixam perdido com um milhão de comandos, mas támbem permitem coisas mais avançadas do que correr/mirar/atirar. Você começa o jogo com uma lanterna, que te ajuda no escuro (sério?), e recebe um radinho velho que começa a chiar cada vez que você se aproxima de um monstro (tá, isso elimina a surpresa, mas você ainda não sabe de onde vem o ser, embora saiba que ele está lá e está se aproximando de você...). A munição para as armas de fogo é bem limitada, então você tem duas opções: Run to the Hills Correr ou partir para o corpo-a-corpo (no bom sentido, é lógico), munido de canos, porretes e outros do tipo (Claro, você também pode usar cheat para conseguir mais ammo, mas cheat é para os fracos...)

Por fim, outro fator em SH que conta como ponto positivo é o replay. Dependendo de suas ações, pode chegar a até quatro finais diferentes, cada um deles libera novas armas secretas (katana, serra-elétrica, broca...) e fazendo o final bom, você pode adquirir uma pedra que se usada em vários lugares estratégicos, pode levar a um quinto final, ou joke ending.

Por tudo isso, Silent Hill é um clássico que não pode faltar nas prateleiras dos fãs do PS

SeeYa! 



 

1 comentários:

Jefferson Ferreira disse...

até 4 finais diferentes? eu fiz 5 finais em silent hill na época, garanto que tem 5 finais!
um deles é secreto, na porta do hospital, quando vc sai para um terraço( se não me engano, ja se passaram quase 15 anos) vc usa um item especial que vc ganha quando faz o melhor final, ai alieníginas aparecem e te levam embora.

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