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[Análise]Silent Hill 3 - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em segunda-feira, 17 de maio de 2010 0 comentários

Como já falei anteriormente, não vou estar comentando SH2, por falta de recursos (leia-se não tenho o jogo...), mas de certa forma, foi bom, já que eu posso escrever sobre SH3, que é uma sequência dos eventos do primeiro jogo, enquanto eu tento adquirir o famigerado segundo jogo. Assim sendo, vamos lá:

  
Como de praxe, retirada de Gamerankings.com


De prima, devo dizer: Odeio dar Spoilears, mas neste caso será necessário para se compreender um pouco da história...

No final de Silent Hill (o final verdadeiro, também chamado Final Canônico), Harry Mason e Cybil Bennet conseguem fugir de Silent Hill, com Cheryl, que reencarnou como um bebê.
 Em dado momento da história, após SH, Harry e Cheryl seguem a vida normalmente, até que um dos cultistas de Samael tenta sequestrar Cheryl, para cumprir os planos do culto e trazer seu deus à vida. Harry acaba matando o cultista, e vai a julgamento, mas é inocentado ao alegar legítima defesa. No entanto, sentindo que ele e sua filha não então mais seguros, ele decide mudar a aparência e identidade dela; logo, Cheryl Mason se torna Heather, e seu penteado mais curto e loiro.

O jogo realmente se inicia com Heather adolescente, num parque de diversões recheado de monstros. Ao ser atacada, ela perde a consciência, como acontecera com seu pai. Logo, ela acorda num restaurante de um shopping. Ela telefona para Harry, para dizer que está indo para casa, e quando termina, percebe que está sendo observada. Douglas Cartland se apresenta como investigador, e diz saber algo sobre o passado dela. Ao se sentir incomodada por ser seguida por esse completo estranho, ela foge por uma janela, mas acaba ficando presa no shopping vazio... e cheio de demônios.

Com uma breve introdução, agora vamos falar do jogo em si. Sua história é simplesmente marcante, com reviravoltas, pessoas boas e más cruzam o caminho de Heather. Além de Douglas, somos apresentados, ainda no shopping, a Claudia, antiga amiga de Alessa, e sucessora de Dahlia como nova líder do culto. É simplesmente uma pessoa assusstadora, mas diferente de sua antecessora, ela deixa bem claros os seus objetivos. Também há o personagem Vincent, o qual é muito duvidoso, não sabendo-se se ele quer ajudar Heather ou Cláudia, até o fim do jogo, onde este revela suas intenções. É interessante notar como o jogo consegue construir uma história envolvente com poucos personagens (além dos ocasionais, como Leonard e o próprio Harry.). A história não apenas é assustadora, mas também emocionante, já que deve ser difícil para uma adolescente de 17 anos perceber que tudo ao seu redor é uma mentira, e se ver de uma hora para a outra envolvida com uma organização religiosa que quer criar um universo de caos, trevas e sangue, além de outras coisas que não vou spoilar, mas que quase fizeram este blogueiro frio e calculista chorar.

A mecânica de jogo é bem semelhante à do primeiro, com poucas alterações. Os controles mais sensíveis do PS2 ajudaram muito. Heather é mais habilidosa que seu pai no combate, apesar da menor idade e de ser uma mocinha. Cá entre nós, ela é quase tão mocinha quanto Leon do RE4. Há uma porção de armas novas para usar, incluindo uma maça enorme e um sabre de luz (mas é uma arma secreta...). O jogo ainda é um pouco pobre em armas de fogo, então é bom guardar para os chefes. Outra alteração é que agora não há mais aquela liberdade de exploração da cidade, pelo menos não até o meio do jogo, até por que o jogo não se passa em Silent Hill, mas só depois de um certo tempo a protagonista se dirige à cidade.

Os gráficos melhorados trouxeram um novo grau de realismo ao jogo. Os monstros tremem como uma pessoa com ataques epilépticos, ao serem derrubados. Os efeitos de iluminação (ou falta dela, em alguns momentos) são incríveis, desta vez tornando obrigatório o porte e uso da lanterna. Já o rádio, não faz tanta falta, já que você vai ver os monstros claramente se aproximando. Na verdade, há certas salas no jogo que não são mais do que um cubículo com um monstro enorme, e nesses momentos que o rádio viria bem a calhar, ele não identifica monstros através de portas...

O som é bacana, tanto como o antecessor, mas não chega a ser impressionante, principalmente se levarmos em conta que o PS2 é bem mais poderoso que o PSone em matéria de som. Na verdade, a única coisa memorável no som de SH3 são os barulhos dos seres, principalmente antes de sua morte *BANG*.

 Uma outra coisa onde este jogo perde para o anterior é o fator replay. Apesar das variações de dificuldade e talz, o jogo possui apenas 3 finais, geralmente os outros games da franquia tem 4 ou 5. Aliás, tocando no assunto dificuldade, essa área foi trabalhada com maestria. No início do jogo, você pode escolher o nível de dificuldade entre fácil, médio e difícil, em duas categorias: a dificuldade da ação (ou seja, monstros, chefes, fugas, perda de vida, munições, remédios, etc) e a dificuldade dos puzzles (quebra-cabeças). No início, achei que a dificuldade dos quebra-cabeças seria algo do tipo ter que passar por mais inimigos para chegar num item chave, ou mudar a posição dos mesmos no mapa. Mas mesmo os puzzles de raciocínio ficam mais difíceis. A primeira vez que eu joguei, com ambos no normal (easy é para os fracos...), só travei no último puzzle do jogo, que passei após muitas tentativas. No Hard mode, não consegui passar do primeiro, que exige noções de literatura inglesa (Shakespeare, pra ser mais exato...) e conhecer superficialmente não basta (para nós brazukas, a situação ainda é um pouco pior por causa de linguagem, mas nada que um Google Translate ou Michaelis não resolva.)

Well, aqui está uma visão básica do jogo, desde dia 15/05 escrevendo, finalmen te consegui publicar isso. O próximo será o mais distante dos irmãos: Silent Hill 4 - The Room.

SeeYa!

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