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[Análise] Silent Hill 4: The Room - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em sábado, 22 de maio de 2010 0 comentários

Well, aqui estou novamente para continuar as matérias sobre a série de games de terror mais bacana que existe (Opa! Lembre-se de ser imparcial...). A análise 3/5 (ou seja, a de hoje) vai falar sobre o jogo mais "diferente" da franquia.

Só como curiosidade: The Room seria um jogo paralelo à serie principal, apenas mais tarde a Konami decidiu criar certas partes que ligassem o jogo aos demais. Por esse motivo, talvez, este jogo seja tão diferenciado dos demais. Dito isso...

  


Ashfield. É onde a história se inicia (Não, você não leu errado. Esse Silent Hill não se passa em Silent Hill.) Num apartamento chamado South-Ashfield Heights, o personagem principal, Henry Townsend, observa que seu apartamento está "possesso". Ele ouve gritos, vê coisas e parece estar em outro mundo (semelhante ao mundo alternativo dos demais jogos). Depois de caminhar pela casa, ele se depara com um rosto na parede, mas ignora-o. Quando ele vira as costas, esse rosto começa a se mover, como se quisesse sair de lá, e depois de um grande esforço, a criatura realmente consegue surgir da parede, e ataca Henry. Como de costume, ele acorda (é, foi só um sonho), mas observa que se encontra completamente isolado do mundo real, já que todos os meios de comunicação, como rádio e televisão, estão sem sinal, as janelas estão completamente vedadas e a única porta que liga o 402 com o exterior foi misteriosamente acorrentada por dentro!!!. Seu único contato com o mundo real é olhar pela janela e pelo olho mágico da porta, e por um pequeno buraco que ele encontra na parede, onde ele consegue espiar a casa da vizinha Eileen Galvin (ele está isolado e correndo risco de vida, mas ainda é um homem, tchê!). Em certo momento, ele ouve um estrondo vindo do banheiro e decide ir lá para verificar. Quando chega, vê que surgiu um enorme buraco na parede, e sendo a única forma de fugir, ele entra lá e segue até o final, chegando à estação de metrô de Ashfield, onde encontra a "caliente" latina Cinthia Velásquez. Ela diz estar num sonho (mas espera aí, sou eu quem estou sonhando!!!), e promete "recompensar" Henry, caso ele a ajude a sair de lá. Mas algo fora dos planos vai atrapalhar essa tentativa...

Com essa pequena introdução, inicia se a história mais estranha de Silent Hill. Desta vez, você não vai lutar contra um culto demoníaco, nem contra os pesadelos interiores do protagonista, mas sim contra um assassino serial, que quer cumprir um ritual para se encontrar com sua mãe.

A mecânica do jogo é completamente alterada, e a primeira coisa que se nota é que o jogo é que ele é em primeira pessoa (embora mais tarde se note que não é o jogo todo, apenas as partes onde você está no 402, o restante segue o padrão da série). Além disso, uma grande mudança, foi o inventário, que em toda a série é ilimitado, e agora tem um limite, o que o obriga a voltar constantemente para o apartamento para guardar seus itens numa caixa (Igual aos antigos Resident Evil). Voltar ao apartamento é necessário algumas vezes, para solucionar alguns puzzles, e é bom para recuperar a energia de Henry. Falando nisso, esse jogo possui uma HUD para mostrar para o jogador a quantidade de energia de Henry, e uma barrinha que se preenche conforme se carrega um ataque físico. Outra mudança é que há poucos quebra-cabeças, sendo que o jogo se foca mais na ação, embora não haja bosses, apenas Walter Sullivan, o antagonista do game.

Outro ponto que fica bem diferente dos outros jogos é a progressão da história. O jogo em si não contém muita história, a grande parte da trama que você vai descobrir será lendo pequenas notas que surgem em seu apartamento, aparentemente de forma aleatória (no fim do jogo você vai descobrir que não é nem um pouco aleatório...). Também poderá observar a vida das pessoas pelo olho mágico da porta, pelo buraco na parede do quarto da vizinha (safadeeenho!) ou pela janela. No jogo mesmo, a história se limita a explorar um certo ambiente, conhecer um personagem novo, resolver alguns puzzles e então acontece algo interessante. Na próxima vez que você entrar pelo cano [Super Mario Mode On], você vai para um cenário diferente, mas a progressão continua a mesma. Depois do segundo cenário, você já sabe exatamente o que vai acontecer com cada personagem, só não sabe como... Depois da metade do jogo, você revisita todos os cenários, tornando-o um pouco repetitivo.

Os combates, embora haja uma boa variedade de armas, tem poucos tipos de inimigos, e a ausência dos bosses deixa um pequeno vazio, mas agora existem os "fantasmas", que são as vítimas do serial killer Walter. Estes fantasmas são imortais (até porque já estão mortos), e tem a real capacidade de te perseguir, mesmo através de outras salas. Mesmo que não te toquem, ficar próximo a um deles já é o suficiente para machucar Henry. Se você golpeá-los muito, pode derrubá-los, mas até isso, já perdeu muita energia. No entanto, há armas especiais para eles: Um medalhão, que anula sua aura; uma vela, que te protege dentro de uma certa área de influência; balas de prata, que machucam os fantasmas por um bom tempo; e finalmente, a Espada da Obediência, da qual há apenas 5 exemplares. Esta última deve ser usada ao derrubar um fantasma, ela prende o fantasma no chão, deixando-o imóvel eternamente, ou até que você decida retirar a espada para usar em outro fantasma, ou seja, é como se eliminasse aquele inimigo para sempre.

O gráfico está bem melhor e mais detalhado em SH4 que em seus antecessores. Por estar aprisionado, Henry tem uma barba mal-feita, bem detalhada. A movimentação dos personagens é boa, e o design de certos inimigos é surpreendente (e assustador). Uma outra coisa que foi tirada dos jogos anteriores foi a lanterna, mas nem por isso os efeitos de iluminação são ruins.

O som faz bem seu trabalho. Não há mais o rádio (poxa, tiraram todos os itens tradicionais...), e nenhum monstro tem lá um barulho muito intrigante, mas quando um fantasma se aproximar, você vai saber, pelo ruído da imagem, a tela ficando vermelha e um som característico de TV pifando. As vozes se encaixam bem nos personagens. A música é boa, tanto a música da introdução quanto nos momentos de tensão.

Basicamente, SH4 é isso: Se você procura um jogo igual aos anteriores, esqueça. Mas isso não tira a diversão do jogo. Pelo contrário, leva você a um novo nível de gameplay. Nem todas as mudanças foram boas, é claro. Mas continua sendo um jogo de altíssimo nível.

PS: Há uma última mudança no jogo que não foi citada: O jogo possui 4 finais, mas não possui um Joke Ending, aquele que todos os outros jogos tem, envolvendo UFO's.

SeeYa!

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