O blog do Cavaleiro Maker

[Análise]Silent Hill: Shattered Memories - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em terça-feira, 1 de junho de 2010 0 comentários

Finalmente, decidi terminar a série especial sobre a série de terror psicológico, Silent Hill, com o jogo mais psicológico da série: Silent Hill: Shattered Memories, uma releitura do primeiro jogo (na verdade não, mas vocês sabem que eu não gosto de spoilers...). Só um alerta: Este jogo foi desenvolvido para Nintendo Wii, logo a mecânica do jogo é bem semelhante aos outros da mesma plataforma. Enjoy!




Após uma breve introdução, onde Harry aparece brincando com sua filha Cheryl, num parque de diversões, o jogo nos mostra um psicólogo em seu consultório, onde ele analisa você (é, com a câmera em primeira pessoa, ele parece estar falando diretamente com o jogador..), e dá um pequeno formulário, para analisar seus pensamentos sobre assuntos diversos. Quando você termina, ele pede para você narrar os fatos acontecidos. Então você toma o controle sobre Harry Mason, que acabou de sofrer um acidente de carro. Como no primeiro jogo, ele olha em seu carro e não encontra sua filha, o que faz com que ele saia à sua procura. No início, já dá pra notar a grande diferença entre o Harry do primeiro e o deste jogo, principalmente o fato do protagonista estar usando óculos.

Se SH:Ø tinha muita ação, este jogo tem muita FALTA dela. Grande parte do jogo é resolver puzzles e descobrir os mistérios de pessoas que viveram na cidade. As tramas psicológicas de cada morador parecem criar marcas na cidade, e resolver os mistérios é necessário para prosseguir. Desde conflitos entre amigos, famílias, casais, tudo deixa uma certa impressão, e aí entra o IPhone celular ultra-moderno de Harry: Com o aparelho, você será capaz de ouvir sons de cada lugar onde há "pistas" para solver os enigmas. Não apenas isso, mas em certas partes, onde parece haver uma distorção no ar, Harry deve fotografar, e misteriosamente a foto mostra uma cena ocorrida há muito tempo atrás. Após tocar/fotografar essas distorções, ele receberá uma mensagem de voz/texto, explicando o fato, ou pelo menos parte dele. O celular de Harry tem várias outras funções, como GPS (quem precisa de mapa nos dias atuais?) e, é claro, fazer ligações. Estas podem vir bem a calhar quando você estiver preso numa parte do jogo e não souber o que fazer. Telefones estão espalhados por toda a cidade, e tudo o que você deve fazer é discar o número e ouvir a dica (embora nem todos os telefones sejam úteis, como a previsão do tempo, outros são essenciais.). Também devo dizer sobre o alto nível de interação com o ambiente. Em certos trechos, com uma visão First-Person, você pode mover o cursor pela tela, como um mouse, e quando chegar num objeto que pode ser manipulado, a seta muda para uma mão (perdoem o cacófato), permitindo pegar o objeto, puxar, arrastar, girar e tudo o mais que for necessário. Muitas vezes, da interação com esses objetos, irá conseguir itens chamados Mementos, que não tem nenhuma importância real no jogo, apenas servem para sua coleção.

Outra coisa interessante é que a premissa do jogo é forçar o jogador a enfrentar seus maiores medos. O que isso significa? Você acha que o teste psicológico no início do jogo é um enfeite? Não, caro amigo. Dependendo de suas respostas, o jogo se comporta de maneiras diferentes. Isso é bem fácil de se notar ao ver os personagens com quem Harry se relaciona ao decorrer do jogo. Aliás, é interessante notar que todos os personagens estão bem diferentes: Cybil, Dahlia (numa versão adolescente, que diz ser a amante de Harry), Lisa, e uma personagem nova, Michelle, uma adolescente estudante que diz conhecer Cheryl.

Quanto à parte de ação, em certos momentos no enredo, haverão os Ice Nightmares, "Pesadelos de Gelo", onde o tempo parece parar, e tudo à volta do personagem se congela. Nestes momentos, haverá dezenas de crianças deformadas possessas, caçando Harry, e aí você será forçado a... fugir! Não há armas, logo, não há combates no jogo, no máximo você irá acender um sinalizador vermelho que afugenta os monstros por um pouco de tempo. Os pesadelos só acabam quando você consegue correr do ponto x ao ponto y, às vezes, tendo de resolver um puzzle no meio do caminho. Caso os bichinhos consigam te pegar, é só apertar o botão correspondente para se esquivar, mas irá custar um pouco de stamina (que pode ser recuperada ficando parado, mas os seres estranhos vão te perseguir onde você for...). Ás vezes dois ou mais deles podem te pegar, aí ficando mais difícil de escapar. Mas caso você morra, não há problema, o jogo reinicia do último checkpoint e você não é penalizado por isso.

Os gráficos estão bonitos, dá para passear na cidade, admirar várias coisinha menores que foram colocadas como detalhes a mais, como telefones discáveis, detalhes na paisagem, casas, escolas, cenários em geral. Certos momentos, alguns personagens irão te levar para um passeio de carro, onde você pode se mover nos bancos traseiros, ou observar a paisagem que fica para trás. O som é muito bom, com as vozes se encaixando bem nos personagens, principalmente a parte onde Michelle canta a música-tema de SH1, para uma platéia vazia. Fantástico.

Por fim, quando vi o final, tomei um susto, já que é completamente surpreendente (apesar de o jogo fornecer dicas o tempo todo, você só vai perceber quando ver o final). O final vai depender de suas respostas em todos os testes psicológicos durante o jogo. Como de praxe, um Joke ending pode ser destravado, se durante um segundo gameplay, você ligar para uma agência de UFO's, onde alguém irá dizer que existem 13 discos voadores pela cidade. Se você fotografar todos eles, consegue ver o final bônus.

Well, por aqui eu termino a série de análises especiais sobre Silent Hill. Talvez eu faça uma análise sobre SH2 quando conseguir adquirí-lo. Ou quem sabe, se ganhar meu PS3, posso falar do Homecoming. Por enquanto...

SeeYa!

0 comentários:

Postar um comentário