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[Análise] Shadow of the Colossus - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em sábado, 17 de julho de 2010 0 comentários

Bom, depois de uma longa (e rotineira) ausência, tô de volta com as análises de jogos. Para amenizar o clima violento deste blog, que só falou de Survival Horror's e do massacre romano de SoR, hoje vai um jogo mais leve, um conto de fantasia, Shadow of the Colossus.

Retirado de Gamerankings.com

 Um jogo considerado muitas vezes incomum. Por ser um adventure, causa estranheza por não possuir cidades, pessoas ou inimigos simples, tendo apenas a participação do personagem principal, seu fiel cavalo Agro, e os chefes.

A história mostra o personagem principal (o jogo, em nenhuma parte, cita o nome dele, mas de outras fontes, consegui descobrir que seu nome é Wander), carregando um cadáver em seu cavalo. Chega a um lugar completamente deserto, com uma paisagem maravilhosa, e cruza uma ponte que o leva a um templo enorme, que se destaca na região. Ao chegar dentro do templo, ele coloca o cadáver, que é uma moça, num altar, e sombras surgem para atacá-lo, mas quando ele ergue a espada (uma espécie de espada especial, mágica), os raios solares criam uma luz que dissipa essas criaturas. Logo, uma voz começa a conversar com o rapaz, e se apresenta como Dormin acorda!, que é dito que tem o poder de ressuscitar os mortos. Dormin avisa das consequencias para o rapaz, e ele concorda. O que Wander tem de fazer é simples: Destruir 16 estátuas que se encontram no templo. Mas essas estátuas não podem ser sequer arranhadas por ferramentas humanas, e aí é que vem a parte difícil (tava demorando...): Para as estátuas serem destruídas, Wander terá de procurar os 16 Colossi, gigantes vivos de pedra, e matá-los. Para cada Colossus morto, uma estátua é destruída.

A base da história é essa. Simples. Sem reviravoltas (só no final). A própria progressão do jog não deixa surpresas, e é a seguinte: Wander procura o Colossus, Wander enfrenta o Colossus, Wander mata o Colossus, Wander desmaia, e então Wander acorda de volta no templo, aparece uma animação de uma das estátuas sendo destruída, e então o ciclo se repete. Há poucas alterações, apenas perto do fim irão surgir algumas CG's, que mostram um sacerdote, liderando um pequeno exército, e contando uma história, que mostra que o misterioso Dormin não é uma boa entidade...

A jogabilidade, como a progressão da história, é bem linear. Você segura o botão Círculo, num lugar banhado pelo Sol, e Wander ergue a espada, refletindo raios solares em várias direções. Gire um pouco, e quando os raios convergirem para um ponto único, você descobriu a direção que deve tomar. Monte seu cavalo e prepare-se para uma longa e solitária jornada. Às vezes, poderá encontrar lagartos ou frutas brilhantes. Acerte-os com seu arco e você terá um upgrade na energia/stamina. Em certos momentos, terá de cruzar rios, ou escalar montes, locais inacessíveis para Agro. Nessas batalhas, estará sozinho. Mas em outras, com chefes de velocidade surpreendente, a ajuda de seu fiel companheiro será indispensável.

A luta contra os Colossi é um show à parte. Cada inimigo tem sua personalidade, padrões de movimento e habilidades especiais. Alguns, mais rápidos. Outros, lentos, mas fortes. Certos Colossi tem forma humanóide, bípede, outros são quadrúpedes, uns voam, outros são aquáticos, outros subterrâneos, uns sobem pelas paredes, enfim, variedade é o que não falta. Ao entrar na batalha, enquanto no alcance dos raios solares, ao erguer a espada, da mesma forma que anteriormente, vários raios serão refletidos, e, apontados para certos lugares, eles podem convergir num único raio. Se esse raio apontar alguma parte do Colossus, significa que você achou um dos pontos fracos dele. O problema é que apenas saber isso, às vezes, não é o bastante. Geralmente dá muito trabalho alcançar o ponto fraco, e permanecer lá até matar o inimigo, quase impossível. E muitos deles tem mais de um ponto em locais diferentes, o que vai dar muito trabalho.

O gráfico do jogo é soberbo. Imagine um vasto universo intocado pelo ser humano. A beleza da paisagem é tanta que às vezes dá vontade de ficar cavalgando sem rumo, apenas para observar o cenário. A geografia é perfeita, e mostra desde precipícios, montanhas, vales, desertos até florestas, rios, lagos e cavernas. Os monumentos erguidos por mãos de homens são alguns templos pequenos, e o grandioso templo do início do jogo. Esses tem um nível de detalhamento que nos permite compará-los às civilizações antigas, como Maias, Astecas e Egípcios.

Para complementar o ambiente, nada melhor que boa música. E isso é o que não falta aqui. A música orquestrada de SotC é digna de ser citada como uma das tops do PS2, assim como a de DMC3. A música acompanha o sentimento do jogador: Durante as explorações, silêncio pleno, para dar um clima de solidão; quando o Colossus aparece, uma música tenebrosa e, quando você começa a bater nele, músicas de vitória de herói em filme medieval. Eu, inclusive, baixei a trilha sonora para ficar ouvindo em casa, quando não tem mais o que fazer (e quando tem também, às vezes)...

O grande único defeito desse jogo é a rejogabilidade (ou falta dela). O jogo é bem curto, talvez demore cerca de 5 horas para terminá-lo (eu explorava cada pedacinho do mapa, às vezes me perdia, e levei mais ou menos 7 horas para terminar, sem contar as vezes que eu morri, umas 3.). Depois disso, você pode rejogá-lo, com a stamina e energia que você terminou o jogo, se pressionar Círculo próximo às estátuas dos Colossi, pode jogar o Time Trial, onde o objetivo é derrotar o Colossus dentro do tempo limite (ganhando um item especial a cada 2 Colossi derrotados.). Ou jogar no modo Hard, o qual será um pouco mais difícil, mas pelo fato de já conhecer os padrões de movimento e pontos fracos dos Colossi, não é tão atrativo assim.

É um jogo indispensável para quem possui o PS2, mas pela curta vida do jogo, talvez você queira alugar, em vez de comprar.

Até a próxima... 

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