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[Análise] Shadow of Rome - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em quinta-feira, 1 de julho de 2010 0 comentários

Aff... O tempo está corrido, e tá meio difícil conseguir postar aqui neste blog, mas vamo lá, vou editando este texto aos poucos, e quando estiver pronto, eu publico.

O jogo de hoje é para quem gosta de jogos violentos, realistas, ou melhor ainda, os dois juntos. Um jogo com forte fundamento histórico. Pão e circo para vocês!

  
Imagem retirada de Gamespot.com 
e sim, aquilo no alto é um braço... 

O jogo começa contando um pouco da história romana, que vivia o caos e a desordem, graças à rápida expansão, e incompetência dos governantes. Até que se levanta o maior herói romano: Caio Júlio César, que trouxe ordem ao governo, conquistou terras como general, e saciou as necessidades do povo romano, trazendo-lhes, conforto e segurança, a chamada Pax Romana. Mas por pouco tempo. Então mostra uma cena onde o grande guerreiro é covardemente esfaqueado, e diz a famosa frase: "Et tu Brute" (traduzida como "Também tú, Brutus").

O jogo em si é focado em dois personagens. Agrippa, o centurião romano, que está em uma campanha contra os povos germanicos, nas fronteiras de Roma, no momento do incidente; e Octavianus, sobrinho-neto do Imperador (não do Adriano...). Logo após vencer os bárbaros e resgatar os soldados que foram feitos reféns, um dos quais portava a mensagem da morte do supracitado, Agrippa retorna para sua terra, junto com seus soldados, e é recebido por Octavianus. O mesmo lhe diz que seu pai Vipsanius, outrora um dos guardas pessoais de César, fora acusado de ser o assassino, mesmo sem nenhuma prova concreta, e sua mãe Vipsania (santa criatividade romana!) seria executada em praça pública. Agrippa parte desesperado para salvar sua mãe, e consegue derrotar vários soldados romanos (o que é lógico, senão ele não seria um alto cargo do exército), mas vê a mãe sendo assassinada em sua frente, por Décius, que depois aproveita para te dar uma surra suprema. O centurião e o jovem Octavianus são salvos por uma mulher morena, que os ajuda a se infiltrar na prisão onde Vipsanius está encarcerado, e este revela tudo o que sabe sobre o assassinato. A moça misteriosa se apresenta como Cláudia, uma Gladiadora, e dá a chance a Agrippa para que este também se torne um. Sua recompensa: Ser o executor do assassino (claro que é um plano para salvar seu pai, ele não quer matá-lo...), e na final dos Jogos Gladiatoriais, enfrentar o próprio Décius, e ter a chance de se vingar por sua mãe. Enquanto isso, o herdeiro de Júlio César promete investigar o que está acontecendo, para provar a inocência de Vipsanius.

Enquanto que as partes do jogo onde se controla Octavianus são mais de investigação, onde você anda pela cidade, conversa com as pessoas, descobre coisas e se infiltra nos locais proibidos, no melhor estilo Stealth de Tenchu e Metal Gear, na parte que cabe ao ex-centurião, você terá muita ação e combate (e claro, sangue e tripas...). Octavianus não pode ser notado, porque é bem fraco e com um único golpe é YOU FAIL. Mas você terá muitos recursos para evitar isso, desde o próprio ambiente (que parece ter sido feito especialmente para entrar sem ser percebido...) disfarces de cidadão romano, senador, guarda e mesmo de mulher (cá entre nós, é o disfarce que ele consegue enganar melhor... CHÉÉÉ!). Já com Agrippa, as coisas são o oposto. Quanto mais atenção você chamar, melhor!

O sistema de combate do jogo merece um parágrafo inteiro dedicado a ele, e é sem sombra de dúvida a parte mais legal do jogo. Nas campanhas contra os bárbaros, é só um treinamento, mas na Arena é que o bicho pega! O jogo definitivamente não foi feito para criancinhas, e essa parte é a prova disso. Além de golpear seu inimigo com violência usando armas variadas, você deve chamar a atenção do público, proporcionando um bom espetáculo. Como? Causando fraturas, desmembramentos, decapitações, queimaduras e todo tipo de crueldade com seus inimigos (ou inimigas, provando que Roma realmente era um "república"). Que tal arrancar a cabeça de seu inimigo, e dar de presente para seu público? Ou apenas amassar sua cabeça, deixando um rio de sangue que o jogo intitula de "Tomate Suculento", numa tradução livre? Mas a arena não é feita só de massacres, há vários tipos de confronto. Num deles, ganha o último que ficar vivo. Em outro, você deve trabalhar em equipe para destruir as estátuas do time adversário, antes que eles destruam as suas (arrancar cabeças é secundário). Em outro tipo de jogo, deve resgatar um refém, não importando quantos morram para isso. Há também um estilo 1x1, onde você compete com um gladiador qualquer, onde cada pessoa que se mata conta como um ponto. E também há as corridas de carruagem, onde o jeito mais fácil de se vencer é matar todo mundo antes do fim da competição.

O sistema de Salvos contribui para uma experiência mais rica (e psicopata). Cada movimento especial, combo ou condição alcançada vale uma certa quantia extra de pontos, ou Salvos. Os combos multiplicam esse valor ainda mais, e agradando o público, eles podem dar armas ainda mais poderosas, do tipo "Cada ataque o inimigo perde uma parte do corpo". Algumas arenas pedem uma quantia minima de Salvos, então não adianta apenas matar todo mundo, deve fazer com estilo!

A jogabilidade é boa, tirando alguns pequenos delays nos controles (o que irrita principalmente quando você está quase morrendo e os controles não respondem). Cada arma possui sua forma de utilizar, e o peso delas influi diretamente na velocidade de Agrippa e de seus golpes. Armas grandes, menos velocidade. As exceções parecem ser a Lança, uma arma grande e relativamente rápida, e a zarabatana (sling), arma pequena, pouco dano, e extremamente lenta. Com Octavianus, raramente terá do que reclamar, já que a IA é muito burra, e você consegue se disfarçar facilmente.

A história segue uma progressão muito boa, e para todos que dizem "ah, mas eu já conheço a história" (como eu fiz...), bem, se você acha que o que te ensinaram no ensino médio é tudo, esse jogo mostra que talvez você esteja enganado. Algumas reviravoltas mostram algo que é surpresa para leigos, embora qualquer aspirante a historiador deva saber... Apesar de toda a realidade da história, devemos nos lembrar que é uma ficção, logo nem tudo é tão fiel como deveria...

O som colabora, nos momentos de tensão ele cresce, nos momentos de suspense, ele abaixa. A música comum te faz sentir um cidadão romano (seja lá como for a música de Roma...). Mas na Arena, provavelmente a música será abafada pela multidão que grita, e quanto mais Salvos você conseguir, mais eles vão vibrar. Provavelmente, você nem vai conseguir ouvir que seu inimigo está implorando misericórdia, depois de perder o controle sobre a bexiga...

Basicamente, é isso. No mais você tem que pegar o controle para sentir a emoção de ter uma platéia enorme, gritando seu nome, enquanto parte seus inimigos ao meio com sua alabarda. Pode parecer cruel às vezes (e é), mas o mundo é injusto. Aproveite para descarregar a ira de seus inimigos (mas cuidado para não quebrar seu joystick!)

Até mais.

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