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[Análise] Bully - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em quinta-feira, 29 de julho de 2010 3 comentários

Bom, estou de volta para mais uma análise. Desta vez eu quis falar sobre um jogo que me lembrasse as vezes que eu apanhei bons tempos de escola. Logo, fui jogar Bully, da polêmica Rockstar (a série GTA, o perturbador Manhunt, e mais recentemente, RedDead: Redemption). Lembrando apenas que o jogo foi PROIBIDO no Brasil...(mas como eu já joguei...) Enjoy!

  
Imagem retirada de Gamespot.com

Para começar, eu vou falar sobre o título do jogo, que foi algo que eu aprendi depois de ter jogado pela primeira vez. Bully, numa interpretação livre, é o valentão. Aquele carinha que, na escola, é burro feito uma porta, mas ninguém fala isso porque ele pode bater em você e em toda a sua turma. Sozinho. Além desses, há os bullies que agem em grupos. Aqueles que ninguém mexe, porque sabem que mexendo com um, a turma toda cai matando.

Depois dessa breve explicação, vamos ao jogo. Como em GTA, ele tem uma história, embora a maioria das pessoas que jogam nem prestem atenção. Eu, particularmente, gosto especialmente de um jogo por causa da história. Neste jogo, a narrativa começa mostrando Jimmy Hopkins, um garoto problemático, que já foi expulso de diversas escolas. Pelo primeiro diálogo, dá pra perceber que as relações familiares não são das melhores: Jimmy é revoltado, seu padrasto parece um retardado e sua mãe parece odiá-lo do fundo de sua alma, enquanto todo o amor dela se volta para seu companheiro. Ao chegar na escola (que segundo o protagonista, é a pior escola do mundo) é recebido pela secretária, que também parece louca, e trata ele de uma forma desprezível, enquanto louva a "maravilhosa instituição", o colégio Bullworth. A partir daí começa o jogo, com um tipo de tutorial, onde você deve levar o aluno novato até a sala do Diretor. Este parece um grandioso orador, dizendo que sua missão no mundo é consertar garotos problemáticos como Jimmy ("Mantenha seu nariz limpo, ou nós iremos limpá-lo com as próprias mãos". Bela metáfora.). E pra finalizar o tutorial, você será apresentado a dois personagens importantes no jogo: Petey, "a mocinha" do dormitório masculino, um garoto inocente, bom, não faria mal a uma mosca, e por isso (e também por usar roupa rosa) é humilhado por todos os colegas de escola; e Gary, conhecido como "O Sociopata", é inteligente, velhaco, malicioso, e, sobretudo, ganancioso, pois tem planos de dominar o mundo a escola, e encontra em Jimmy o grande parceiro para alcançar suas realizações.

Os personagens são bastante cativantes. Cada um deles tem personalidade própria. Dificilmente um nerd irá lutar com você; se ele te insultar, e você responder à altura, ele irá pedir desculpas. Com bullies, você vai ter que desembolsar grana, ou meter a porrada. O seu professor de inglês é um bêbado, o de biologia cria espécies de plantas que põem o Alien no chinelo, a professora de artes tem um caso com o mendigo que mora atrás da escola, o diretor se acha "o salvador da pátria" (e aparentemente tem um caso com a secretária). O treinador do time da escola é um ser irracional que acredita na guerra e na força (e nas revistas suspeitas que compra escondido...), e a cozinheira da escola costuma fumar, espirrar e cuspir na comida que prepara para as crianças ("Só estou adicionando um pouco de 'tempero' aos alimentos...") é a personagem mais nojenta do jogo...

Na parte de jogabilidade, é praticamente um GTA, salvo poucas diferenças. Você controla o personagem por um extenso mapa, andando, saltando, correndo, a pé ou em veículos, e luta com vários adversários. Neste jogo, o ambiente é limitado, no primeiro capítulo, à escola. Os combates são diferentes, porque GTA geralmente é focado em armas de fogo, e aqui não são permitidas (afinal, são estudantes de 15 anos de idade, e ninguém nessa idade porta armas. Entendam isso como quiserem...). Aqui, os combates são mais focados na porradaria, e grupinhos de alunos sempre irão ajudar os semelhantes. As únicas armas serão do tipo "bomba de fedor", "bombinha" (também conhecidos em algumas regiões como "Estalos" ou "Traques"), "bolinhas de gude" e o seu melhor amigo, o Estilingue. Cada "coisa errada" que você fizer (tipo vandalismo, violência, entrar em locais proibidos, passar a mão nas meninas e ameaçar crianças menores), vai enchendo uma barrinha, no início amarela. Essa barra serve para mostrar o quão procurado você é pelos monitores, professores e funcionários em geral (e policiais, quando sair da escola). Se eles te pegarem, você leva uma detenção, que geralmente é uma tarefa do tipo cortar a grama de um jardim. Bem fácil, mas enche o saco (o que o incentiva a não fazer mais coisas erradas. Ou correr mais rápido da próxima vez)

Aliás, é bom tocar no assunto "grupinhos". Em GTA: San Andreas, há diversas gangs pela cidade. Em Bully acontece do mesmo jeito, e nas primeiras missões, Gary irá apresentar a você cada uma das divisões: os bullies, um bando de zé-ninguém que sempre irá querer briga com você (liderados por Russel, um gorila - sem querer ofender os primatas, é claro - sem cérebro, mas com uma força bruta no estilo "Hulk esmagaaaa!"); Os greasers, uma versão estudantil das gangues de motoqueiros (com bicicletas, pois eles não tem idade para habilitação.); Há os Props, os "mauricinhos" da escola, que apesar de tudo, são ótimos lutadores, já que além da Bullworth, seus pais pagam um clube de boxe; também os Jocks, os típicos atletas populares fortões, que ninguém se atreve a desafiar (e que dominam a escola); e por fim, mas não menos importante, os Nerds, carinhas gordinhos (ou magricelos), viciados em tecnologia, RPG, CardGames, e livros, são os mais fáceis de lidar em combate, mas perto do final do jogo se revelam verdadeiros DEMÔNIOS. Cada uma das suas ações irá influenciar o quanto cada facção te respeita ou não. Por exemplo, numa missão você deve ajudar um nerd a pegar seu livro no armário, do outro lado da escola, enquanto ele é perseguido por bullies. Completando a missão, ganhará mais respeito dos nerds (fazendo com que eles evitem iniciar combates, ao mesmo tempo que podem vir a ajudar caso você se encrenque), mas perderá o respeito dos bullies, que irão partir pra porrada quando te verem.

Outra coisa interesante de se dizer é que há muitos mini-games. As missões são variadas, desde lutas com regras oficiais, corridas, missões de camper com o estilingue, etc. Fora das missões há trabalhos, como de jornaleiro, jardineiro, etc. Crianças da escola irão te pagar para fazer certas coisas para eles, como pregar algumas peças em outros alunos, arrombar armários, e outras coisas. Pela cidade há muitas máquinas de fliperama espalhadas, o que vai garantir pelo menos uma hora de diversão extra. E por fim, há aulas. Isso mesmo, aulas. Ou você achou que a escola era só pra fazer novos amigos? (ou inimigos, o que será mais frequente...). Bem, duas vezes por dia, todos os dias, há horários de aula, onde há um mini-jogo, e caso seja completado, você ganha alguma coisa útil. São cinco aulas para cada matéria (Química, Educação Física, Inglês e Artes, no primeiro capítulo, sendo acrescentados depois Fotografia e Oficina).

Se a jogabilidade é bem parecida com os antecessores, a parte gráfica arrasa e deixa todos os jogos anteriores da Rockstar no chinelo. Os movimentos são bem mais suaves e bonitos do que costumam ser em GTA's da vida, e o principal, gráficos grandes e detalhados. A escola é um show a parte, e certos momentos você vai parar para ficar reparando detalhes, como cartazes para candidatura de presidente do grêmio estudantil, ou a sujeira e pichação dos banheiros. O lixão que é o dormitório masculino, um cafofo mixuruca, em contraste com o enorme dormitório feminino (gozado é que, para cada garota, deve haver cerca de 3-5 rapazes, #MathFail, mas tudo bem...).

O som também é fera. Você irá dialogar a todo tempo com os alunos, seja para se desculpar (eu nem perco tempo fazendo isso) ou para insultar (ae sim!). Com as aulas de inglês e artes, irá melhorar seu dialogo. E a música é boa, faz você se sentir numa escola mesmo. Um sentimento estranho, mas de qualquer forma, é uma música bacana. Quando subitamente, a música muda, você sabe que pode estar sendo perseguido, e dá pra saber quem te persegue, já que em combate, cada "gang" tem sua trilha sonora própria (os bullies tem uma música mais intimidativa, os nerds tem uma mais Techno, e assim por diante.)

Well, basicamente é essa a resenha que eu tinha para fazer. Desculpem a demora, mas é que eu tive alguns probleminhas enquanto editava o texto, mas agora consegui terminar.

Obs:. Claro que NÃO seria um game da Rockstar sem polêmicas. E aqui vai uma:

Vejam se tiverem coragem (se for preconceituoso, nem abra o vídeo...)



SeeYa!

3 comentários:

oseomessias disse...

Bons tempos de escola ein. Pena que na faculdade não tenha isso. kkkkkk

AJ disse...

Ahhhh. Eu jogo no Xbox! Minha amiga já varou... Eu ainda não consegui! hehehe.
Muito bacana esse jogo.

AJ disse...

hahaha, que merda.
Ainda nao cheguei nessa parte :x

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